A Associação Portuguesa de Facility Management organizou a 16 e 17 de novembro a 10ª edição das Jornadas de FM. Depois de 10 anos, Pedro Ló, presidente da APFM, considera que «podemos celebrar»mas «o nosso trabalho está longe de estar concluído».

Durante 2 dias o MAAT acolheu este evento, que juntou não só facility managers, como também CEO’s, prestadores de serviços, promotores e várias empresas que operam em toda a cadeia de valor do FM. As pessoas, tecnologia, saúde e espaços de trabalho foram os temas mais marcantes do 1º dia de conferências destas jornadas, cujo primeiro orador convidado foi Pedro Ortigão Correia, da AICEP. Para este responsável. «o FM está no core da nossa atividade», numa altura em que «Portugal tornou-se mais atrativo. Com uma economia doméstica limitada, a promoção das nossas empresas lá fora e o investimento estrangeiro serão sempre o epicentro da nossa atividade nos próximos anos».

Este dia contou com participações como Hugo Santos Ferreira, secretário geral da APPII que deu a perspetiva dos promotores e investidores imobiliários no FM, María Rosa Abeijón Giráldez, da Nokia, ou consultoras como a B. Prime e Aguirre Newman, representadas por Fátima Machado e Patrícia Liz, respetivamente. A sessão de encerramento ficou a cargo de Ron van der Weerd, do EuroFM, e Maria José Campos, da APFM.

O 2º dia de jornadas centrou-se na tecnologia e segurança no FM. Empresas como a Ferrovial, NexBitt, TDG e Siemens deram o seu imput sobre a questão da “Digitalização do FM – FM 4.0”. O “FM no contexto das smart cities” foi também um dos temas debatidos durante este dia. A Manvia, a PSP, o Grupo Auchan ou a APCC foram algumas das entidades que participaram durante a tarde, debruçando-se sobre “Os desafios da segurança em meio institucional”. João Paulo Saraiva, da CML, e Pedro Ló encarregaram-se do encerramento da 10ª edição das Jornadas de FM.

Em declarações à VI, este responsável nota que «para melhor responder aos desafios que se levantaram, as nossas principais áreas de atuação no próximo ano serão sem dúvida a formação e a certificação, bem como a continuação dos trabalhos em prol da normalização do setor». E acrescenta que «mais competências da parte de quem trabalha o FM e mais awareness do seu impacto por parte de todos os outros intervenientes nas organizações, especialmente ao nível da administração e gestão de topo, são essenciais para que possamos atrair ativos e organizações para Portugal que rivalizem com outras potências europeias e que tragam para o nosso país as multinacionais de referência, os melhores cérebros e as atividades de maior valor acrescentado».

Para Pedro Ló, «os desafios que se apresentam aos nossos associados e aos profissionais desta área são cada vez mais complexos e exigem uma abordagem multidisciplinar. Por isso iniciámos nesta edição das Jornadas, contactos para cooperar com várias outras associações, especialistas nos seus campos, tais como o da Ergonomia – APERGO; os Centros Comerciais – APCC; as compras APCADEC; os promotores e investidores imobiliários APPII e a segurança -APSEI, com a qual foi inclusivamente co-organizado o painel dedicado à Segurança Institucional».

Pedro Ló acredita que «podemos celebrar os resultados do caminho percorrido na direção da afirmação do facility management como disciplina de gestão empresarial e uma área estratégica no seio das organizações». Porém, ainda há muito para fazer, pois «a forma como os imóveis são geridos em Portugal é ainda muito heterogénea e há pouca partilha entre os diversos atores no mercado. O nosso esforço vai, por isso, ser muito direcionado para a comunicação e a partilha de conteúdos bem como em trazer mais stakeholders para mais fóruns por forma a podermos evoluir o mercado para todos e com o contributo de todos». 

 

Fonte: Vida Imobiliária